"...e um certo dia ela perguntou-me: "O que queres mais de mim?"
respondi:
"Continua-me"...
segunda-feira, 14 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
mais um início sem continuação
“Não há intenção predefinida que não seja a de libertar sem deitar fora recortes de tempo que já trago há demasiado tempo em mim…”
Assim ela começava a primeira folha do que agora, como em todos os inícios, parecia ser uma acção estimulante. Não a conheço, é alguém que vem de vez em quando aqui e me conta em desabafos coisas…que não me sabe explicar, que não sei perceber…só fico assim, a ouvir e à espera do momento em que abstracção do que me traz se decomponha em peças concretas, que a possam encaminhar por qualquer rumo (não um que eu entenda correcto, não há rumos mais correctos e menos correctos, eu desconheço o meu até…).para que deixe de me visitar…e possa ser um dia a visitada dos outros…agora ela parece-me só um lugar despovoado…a querer agarrar vida.
_ Já tives-te habitantes?
sim…moradores ocasionais…mais de passagem até…
As respostas são sempre incompletas e dispersas, a evitar o confronto directo com os nomes, as datas, os lugares, as acções …percebo que não quer falar-me mais, já é tarde, já se refugiou o tempo que acha necessário hoje…se tirar os auscultadores pensa já não ouvir mais aquele barulho…então, sente-se mais livre para parar e ir.
Assim ela começava a primeira folha do que agora, como em todos os inícios, parecia ser uma acção estimulante. Não a conheço, é alguém que vem de vez em quando aqui e me conta em desabafos coisas…que não me sabe explicar, que não sei perceber…só fico assim, a ouvir e à espera do momento em que abstracção do que me traz se decomponha em peças concretas, que a possam encaminhar por qualquer rumo (não um que eu entenda correcto, não há rumos mais correctos e menos correctos, eu desconheço o meu até…).para que deixe de me visitar…e possa ser um dia a visitada dos outros…agora ela parece-me só um lugar despovoado…a querer agarrar vida.
_ Já tives-te habitantes?
sim…moradores ocasionais…mais de passagem até…
As respostas são sempre incompletas e dispersas, a evitar o confronto directo com os nomes, as datas, os lugares, as acções …percebo que não quer falar-me mais, já é tarde, já se refugiou o tempo que acha necessário hoje…se tirar os auscultadores pensa já não ouvir mais aquele barulho…então, sente-se mais livre para parar e ir.
A propósito de um não sorriso...
…e vejo-o da primeira vez que te vejo…é fácil de ver…tu sorris, mas o teu sorriso esbate-se de imediato com o desviar dos olhos dos que te rodeiam…o teu sorriso não é de ti para ti, é um sorrir para os outros, so para não te perguntarem porque não sorris…e ainda assim perguntam na mesma…pelo menos eu pergunto-me , mesmo sem to perguntar…porque é sempre fascinante querer desvendar o que existe para lá de uma pele que se delineia exteriormente ao sabor dos moldes sociais… recorta-mos todas as imagens envolventes e ficas só tu…porque é que não consegues sorrir?...és como?...
quinta-feira, 3 de março de 2011
um dia...vou dormir nas noites e viver nos dias...
“Muda, vive, existe para ti e para os outros…!” os discursos repetidos dos que nunca vão perceber o quanto não quero ser este eu de mim… o quanto me dói ouvi-lo por saber que tenho tudo isso…simplesmente adormecido,num sono que não acaba nunca…é dilacerante o esforço que faço para tentar acordar. tanto que chego a não saber o que é pior…o esforço para ser ou o estado de não ser. A minha biologia sinto-a inversa… acordada na noite e adormecida nos dias e nas pessoas.a minha luta íntima rouba-me as forças e a minha parte real sucumbe sempre…
vou dormir agora… e o meu sono não é mais do que uma tentativa repetida de transportar a vida que sinto quando adormecida para a ausência dela quando me levanto… por isso me custa levantar…não por ser cedo nas horas… mas por já ser tarde na vida...
vou dormir agora… e o meu sono não é mais do que uma tentativa repetida de transportar a vida que sinto quando adormecida para a ausência dela quando me levanto… por isso me custa levantar…não por ser cedo nas horas… mas por já ser tarde na vida...
terça-feira, 1 de março de 2011
Parar só para isto…só porque falta, falha um sentido na continuação…quantos o ignoram e assim não se perdem na sua busca…porque é que os procuro se sei não existirem?!...nem ocultamente hoje os consigo conceber…é cansaço, é ausência , é vazio , é mais que tudo a necessidade estúpida da continuação, do crescimento, da luz que as horas vão trazer já daqui a pouco…porque é que não posso parar?! Quero ficar só na noite hoje, por muito tempo… porque me sinto tão bem repousada na paz da noite de hoje… a ausência de luz oculta-me a necessidade de ser, de estar, de falar…
bateram na minha porta , mas eu não estou cá…e não estou de verdade.não é brincar às escondidas…brincar a esse jogo eu aceitava …eu fico sozinha a esconder-me, joguem quantos quiserem na equipa dos que apanham….e encontrem-me,por favor… porque eu perco-me por vezes no meio de tantos esconderijos…
bateram na minha porta , mas eu não estou cá…e não estou de verdade.não é brincar às escondidas…brincar a esse jogo eu aceitava …eu fico sozinha a esconder-me, joguem quantos quiserem na equipa dos que apanham….e encontrem-me,por favor… porque eu perco-me por vezes no meio de tantos esconderijos…
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
desistência
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